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Vitória do Jarí PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alipio Junior   
Ter, 02 de Setembro de 2008 09:10

Data de Criação: Nº 171, de 8 de setembro de 1994

Distância da capital: 213 Km

Limites: Norte: Laranjal do Jarí e Mazagão, Sul: Estado do Pará, Leste: Rio Amazonas, Oeste: Estado do Pará

Área do Município: 2.483 KM²

População(IBGE 2000):

Total: 8.560 habitantes - Homens: 4.413 / Mulheres: 4.147

Urbana: 6.080 / Rural: 1.680

Densidade Demográfica: 3,44 Habitantes por KM²;

Transporte: Fluvial

 

Prefeitura Municipal de Vitória do Jarí
Endereço: Psr Principal, 4941
Telefone: (96) 622-1288

Eleitores: 7.302

Prefeito: ADELSON FERREIRA DE FIGUEIREDO (PTdoB)
Vice:
VALDA GONÇALVES DE CASTRO

Vereadores (9):
ALAILSON MARQUES DA SILVA (PSDB)
JOSE TADEU BATISTA (PSB)
LINDOMAR CARVALHO CHAVES (PMDB)
GERSON CALDEIRA DE FREITAS (PMDB)
MARIA AUXILIADORA LIMA ALHO (PDT)
JOÃO PIMENTEL D0S SANTOS (PTdoB)
MÁRIO KENNEDY DA CONCEIÇÃO SADALA (PMDB)
RAIMUNDO DE ALCIMAR NEY DE SOUZA (PT)
GILMAR BATISTA FREITAS SOEIRO (PDT)

 

 

 

Vitória do Jari é o mai novo município do Estado e sua emancipação político-administrativa deu-se em 08 de setembro de 1994. Suas origens estão diretamente ligadas à história de desenvolvimento de Laranjal do Jari, particularmente aos acontecimentos referentes à instalação e funcionamento do Projeto Jari Florestal. A sede do município ainda hoje representa uma ampliação das estratégias de ocupação ribeirinha iniciada em Laranjal do Jari, ambas compartilhando dos mesmos benefícios e problemas refletidos pelas condições de vida palafítica de suas populações e pelos interesses conflitantes com o empreendimento que lhes promovem maior sustentação econômica.

Atrações turísticas

  • Parte da Reserva Extrativista do Rio Cajari (RESEX) – aliada à oportunidade de conhecer amostras representativas de diferentes ambientes naturais da região, a RESEX também possibilita o conhecimento das estratégias de vida de uma população centrada no uso sustentável dos recursos naturais.
  • Passeio fluvial - as águas calmas do rio Jari, com sua paisagem ribeirinha destacada, ora pela várzea, ora pela visão de terra alta florestada, compõem um conjunto cênico de grande beleza.

HISTÓRIA

O município de Vitória do Jari, desmembrado do município de Laranjal do Jari, foi criado por determinação da lei n.º 0171, de 08 de setembro de 1994.
Vitória do Jari surgiu do anseio da população ver transformado em benefícios para a localidade, os impostos pagos pela CADAM (empresa que explora o minério daquela região).
Trata-se de um núcleo populacional formado por pessoas que trabalhavam no parque industrial da CADAM, logo fixaram residência e criaram um pólo econômico ativo, onde se instalaram inúmeras atividades de comércio e serviços, destinados a atender necessidades imediatas da população. O núcleo rapidamente cresceu e adquiriu condições para se transformar em município.
Por estar praticamente dentro do Município de Laranjal, Vitória do Jari, conhecido popularmente por Beiradinho, enfrenta os mesmos problemas daquele município: enchentes, desemprego e, sobretudo, péssimas condições de moradia para a população menos assistida, que vive sobre pontes e palafitas, etc.

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan

 

GEOGRAFIA

A fisiografia desse município destaca a contribuição das bacias hidrográficas do rios Jari, Cajari e Matouaú e a presença de dois domínios naturais: domínio da floresta densa de terra firme e domínio das áreas inundáveis.

Domínio da floresta densa de terra firme ocupando uma área aproximada de 1.335,76 km2 . Nesse domínio, sobressaem as tipologias de floresta densa de baixos platôs e submontanas, em proporções equivalentes. Outras características desse domínio natural:

  • Riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virola etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo) e frutíferas (piquiá, bacabas);
  • Baixa fertilidade natural dos solos;
  • Ocorrência de castanha-do-brasil.

Domínio das áreas inundáveis ocupando uma área aproximada de 1.157,84 km2. Nesse domínio, destacam-se os campos inundáveis e florestas de várzea. Outras características desse domínio natural:

  • Flora graminóide dos campos inundáveis composta de espécies de alto valor forrageiro e elevada resistência natural, sendo, por conseguinte, o principal suporte da pecuária extensiva do município;
  • Riqueza de ambientes flúvio-lacustres que podem ser tomados como indicadores para a introdução de manejo de espécies silvestres;
  • Fauna flúvio-lacustre altamente especializada, destacando-se os estoques naturais de capivara, jacarés, aves migratórias e residentes, quelônios e peixes comerciais;
  • Planície inundável com solos eminentemente eutróficos;
  • Riqueza de essências econômicas da floresta de várzea com destaque para a freqüência de açaí, seringueira, andiroba e buriti, dentre outras;
  • Alta vulnerabilidade à erosão natural, à inundação pluvial e por marés, impedimentos à drenagem e susceptibilidade dos campos à seca.

Outras condições particulares do município:

  • Presença de unidades geológicas com vocação mineral com destaque para o distrito Bauxitífero/Caulinítico de Almerim/Jari;
  • Presença de seqüências latossólicas/podzólicas em relevo suave ondulado indicadas para práticas agroflorestais;
  • Seqüências localizadas de relevo acidentado

Localização: O município de Vitória do Jari localiza-se na parte sul do Estado do Amapá, com altitude de 50m (sede).

Limites: Faz limite com os municípios de Laranjal do Jari e Mazagão, Rio Amazonas (Pará) e Ajuruxi.

Divisão Política: Sede municipal de Vitória do Jari.

Divisão Fisiográfica: Existem dois tipos de florestas: região de floresta densa (baixos e altos platôs) correspondente a 80% da área e a região de formação pioneira (aluvial campestre), que caracteriza 20% da área. A floresta densa apresenta grande potencial madeireiro e abriga inúmeras variedades de espécies nobres. Além da castanha do Brasil, há no local seringueiras, essências florestais e açaizais.

Hidrografia: Ao Norte do Rio Cajari e afluentes pela margem direita até a altura do rio São Luiz em Macapá e ao Leste o rio Amazonas.

Clima: Tropical chuvoso. A temperatura máxima é de 34ºC e a mínima gira em torno de 20ºC .

Economia: Caracteriza a economia do município (setor primário) a criação dos gados bovino e bubalino. Na agricultura, as plantações de milho, banana, melancia, jerimum, arroz, mandioca, etc. Contudo, a economia do município gira em torno da Jari Celulose, empresa sediada em Monte Dourado (Munguba -PA) e que mantém em seu quadro centenas de empregados.
Auxiliam ainda na expansão deste setor, a extração do caulim, da empresa CADAM e a extração de Castanha do Brasil da COMAGE - Cooperativa situada no Morro do Felipe (PA).
No setor terciário, figuram pequenas mercearias, bares e diversas boates. A maior renda na cidade é oriunda de salários dos funcionários públicos.
Atrações Turísticas: O município oferece viagens de catraias pelo Rio Cajari e à noite, uma visão deslumbrante da fábrica da Jari, que fica do outro lado do rio. Além disto, são permitidas visitas à mina de extração do Caulim (morro do Felipe).
Eventos Culturais: Há os festejos em junho (dia 29) em louvor a São Pedro, padroeiro do lugar. E no mês de novembro, é realizado o festival do caiu. Em Jarilândia, no mês de dezembro, acontecem as festividades em louvor a Nossa Senhora da Conceição.

 

 

 

 

Fonte: Livro Amapá em pespectiva, Editora Valcan
 

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