Campeão em processos, Waldez se livra de um, mas ainda é o governador com o maior número de processos no STJ

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André Rodrigues/SECOM

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a denúncia nesta quarta-feira, 16, do governador Waldez Góes (PDT), de um dos processos referentes a operação Mãos Limpas. No entanto, ao contrário do que parte da mídia veicula, trata-se de apenas uma das denúncias de várias que ele responde no STJ.

Nessa denúncia, Waldez era acusado de ter utilizado de forma irregular um veículo que faria parte da frota da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) na campanha eleitoral de 2010, quando ele foi candidato ao Senado Federal.

Nas outras ações penais, principalmente as de número 808 e 810, constam as denúncias mais robustas como a de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Segundo a PF e a Receita Federal, o esquema desviou recursos estimados em mais de R$ 300 milhões, entre outros crimes.

No caso da Ação Penal de 808, o último movimento que consta no processo é do dia 22 de junho deste ano: Juntada de Petição de Parecer do MPF nº 317591/2017. Já a ação Penal 810, consta no site do STJ que no dia 15 de agosto foi feito a Juntada de Petição de nº 398573/2017.

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A operação Mãos Limpas foi deflagrada em setembro de 2010, quando a Polícia Federal prendeu políticos, empresários e servidores públicos no Amapá. Entre eles, Waldez Góes e o então governador Pedro Paulo; a ex-primeira dama Marília Góes, e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Júlio Miranda. Em dezembro do mesmo ano, o desdobramento da operação prendeu o ex-prefeito de Macapá Roberto Góes.

A “Mãos Limpas” envolveu cerca de 700 policiais federais. No primeiro dia da operação, foram feitas 18 prisões temporárias e oito preventivas, além de 184 mandados de busca e apreensão e 87 conduções coercitivas.

Fonte: Mz Portal

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