Amapá tem o maior percentual de mães solteiras com filhos

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Thaynara Delmiro de Souza,21,com seus filhos Foto: Selma Cândida

Em 10 anos, o Brasil ganhou 1,1 milhão de famílias compostas por mães solteiras. Distrito federal e Amapá ocupam a primeira posição no ranking das Unidades da federação.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005, o país tinha 10,5 milhões de famílias de mulheres sem cônjuge e com filhos, morando ou não com outros parentes. Já os dados de 2015, os mais recentes do instituto, apontam 11,6 milhões arranjos familiares.

O Distrito Federal e o Amapá são unidades federativas que se destacam pelos altos índices de famílias compostas por mães e seus filhos. Considerando todos os tipos de famílias – integradas por filhos ou não, de pessoas morando sozinhas, etc -, o Amapá tem o maior percentual de famílias compostas por mulher sem cônjuge e com filhos, morando ou não com outros parentes: 20,6%, ou 48,2 mil famílias. Já considerando apenas as famílias com filhos – casais com filhos ou pais e mães solteiras -, o DF se destaca, com 31,6% dos arranjos familiares compostos por mulheres sem cônjuge e com filhos.

Não é possível, no entanto, fazer uma generalização das famílias. “Comparar uma mulher no Amapá com outra no DF é completamente diferente, pois são realidades diferentes. É preciso fazer uma análise levando em consideração os contextos regionais, que podem ser muito distintos a depender de renda, de fecundidade, de tamanho de família”, afirma Cristiane Soares, pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

Mesmo com esse aumento no número absoluto, a representatividade das mães solteiras no Brasil caiu de 18,2% para 16,3% no período. Isso porque outros tipos de família, como as de casais sem filhos e as unipessoais, cresceram mais proporcionalmente.
Segundo Cristiane, os dados são reflexo da dinâmica social e do perfil demográfico do país nos últimos anos.

Considerando apenas as famílias com filhos, o percentual de mães solteiras aumentou de 25,8% para 26,8%, e esse tipo de arranjo, segundo a pesquisadora, pode ser tanto um indicador de maior independência feminina quanto de maior vulnerabilidade.

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