Zona Norte pede socorro ao Judiciário para combater a violência

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Líderes comunitários da zona norte de Macapá aproveitaram a presença do Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Carlos Tork, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – CEJUSC da região para pedir ajuda do Judiciário no combate à criminalidade e à violência.

A comunidade reivindica reforço no policiamento e outras ações capazes de retomar a paz. O presidente da Associação de Moradores do Bairro Amazonas, José Carlos Sampaio, afirmou que a situação nunca havia atingido nível tão preocupante. Como representante da comunidade, não consegue enxergar uma resposta efetiva do poder público.

“Estamos cansados de procurar os órgãos públicos e ouvir: ‘traz um documento e entrega pra ver o que é possível fazer’. A gente quer ver de fato o processo acontecer e com ajuda do Tribunal de Justiça a bandidagem vai ver que o Judiciário está agindo com o apoio das forças de segurança. As comunidades com certeza se sentirão mais seguras”, desabafou o dirigente social.

Outra liderança participante da reunião foi a presidente da Associação de Moradores do bairro Brasil Novo, Lucilete de Souza. Segundo ela, as pessoas evitam sair a pé à noite em função do medo de serem assaltadas. Assaltos a mão armada contra residências, estabelecimentos comerciais e até pedestres vêm se tornando comuns, assim como furtos e arrombamentos.

“A minha casa foi arrombada às 11h20 da manhã, isso é uma prova que nós não estamos mais seguros e a qualquer hora nós somos vítimas dessa criminalidade, então pedimos até socorro da justiça”, justificou a representante do bairro.

Para o presidente do TJAP, diversos fatores colaboram para aumentar a violência, que vão desde a urbanização acelerada, problemas sociais até a dificuldade de inserção no mercado de trabalho de muitos jovens e até mesmo adultos. Apontou como alternativa imediata a realização de audiências públicas envolvendo a comunidade e os diversos setores do poder público.

“Foi um debate salutar, mas esse é um papel que cabe ao policiamento ostensivo da Polícia Militar; à Policia Civil com o papel de investigar; da promoção da ação penal pelo Ministério Público e do Judiciário de julgar. Então, nós aproveitamos para explicar aos líderes comunitários qual o papel de cada um nesse processo. Mas como nós ouvimos praticamente um pedido de socorro da comunidade, pretendemos realizar uma audiência pública para discutir essa problemática e encontrar um caminho para diminuir a criminalidade”, finalizou o presidente.

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