Roberto Góes tem a terceira maior dívida em nome próprio com a União entre deputados

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O ex-prefeito de Macapá e atual deputado federal, Roberto Góes é o terceiro maior devedor da União entre 291 deputados federais que, somados, devem à União mais de R$ 1 bilhão em impostos. Os dados foram divulgados recentemente pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

Roberto Góes deve R$ 1.638.023,83 e, no ranking dos maiores devedores com dívidas em nome próprio, fica atrás somente dos deputados José Adail c. Silva (11.009.706,34) e José Bengtson (R$ 2.226.170,49).

No último dia 3 uma comissão mista do Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória (MP) 766/17, sobre o Programa de Regularização Tributária (PRT), conhecido como Refis. A MP aprovada concede descontos de até 99% em multas, juros e encargos da Dívida Ativa da União.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os parlamentares endividados com a União tentam se beneficiar com o perdão dos débitos em uma negociação para alterar a medida provisório que institui o PRT (Programa de Regularização Tributária), uma nova regra de parcelamento com a Receita Federal.

A MP da renegociação concede desconto em multas e nos juros das dívidas parceladas, dobra o prazo máximo de parcelamento, de 120 meses (10 anos) para 240 meses (20 anos) e permite que empresas já em recuperação judicial também participem do programa.

Roberto Góes foi deputado estadual, prefeito de Macapá entre 2009 e 2012 e atualmente é réu em diversas ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2010, em decorrência da Operação Mãos Limpas, foi preso pela Polícia Federal e chegou a passar 3 meses no presídio da Papuda em Brasília. Em 2014 foi eleito deputado federal e é apontado como candidato do PDT ao senado nas eleições de 2018.

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