Dupla vendia consultas, laudos e exames no Hcal

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Os militares conseguiram chegar aos acusados por meio de denúncias feitas por pacientes e profissionais do setor de marcação de consultas

Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira, 6, sob suspeita de vender consultas, exames e laudos no Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal). A prisão foi feita em flagrante, no momento da marcação de consultas, por policiais infiltrados entre os usuários e que também tiveram a venda dos serviços oferecidos. Com os suspeitos também foi apreendido dinheiro, consultas, exames, laudos, inclusive já diagnosticados por médicos e documentos falsos.

Os militares conseguiram chegar aos acusados por meio de denúncias feitas por pacientes e profissionais do setor de marcação de consultas. De acordo com os oficiais, as vendas estavam sendo investigada há três meses e, a partir das denúncias, sete pessoas foram identificadas relacionadas ao ato ilícito.

“As investigações revelaram que o chefe da quadrilha foi um dos que nos abordou vendendo a consulta, junto com eles, mais cinco pessoas atuavam nas vendas”, explicou o Capitão Rômulo Ferreira, do Grupo de Apoio Técnico (GAT), formado por militares e servidores da Sesa.

Os acusados foram apresentados no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), do bairro Pacoval. O militar destacou ainda que, a partir dos depoimentos recolhidos pela Polícia Civil, a investigação será aprofundada para identificar se há mais pessoas envolvidas, inclusive servidores e médicos.

De acordo com as investigações, a quadrilha tinha até uma tabela de preços para vender os serviços por especialidade. Consultas para neurologista, por exemplo, era vendida à R$100 e gastroesteriologista a R$50. Exames, como uma ultrassom de abdome total, era comercializado à R$30 e laudo paro o INSS era vendido à R$250.

Rômulo ainda enfatizou que os laudos, já com o diagnóstico médico também apreendido em posse dos acusados, a Polícia Civil seguirá com as investigações.

Como agiam
Os envolvidos ficavam na fila da marcação e pegavam senhas para consultas e exames de todas as especialidades, assim teriam um leque maior de opções para viabilizar a venda. Quando as fichas disponíveis acabavam, a quadrilha entrava em ação para comercializar as que haviam conseguido.

Os militares conseguiram chegar aos acusados por meio de denúncias feitas por pacientes e profissionais do setor de marcação de consultas

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